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	<title>Arquivo de Atualidade - My Ginecologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Ginecologia</description>
	<lastBuildDate>Thu, 20 Aug 2026 10:46:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Atualidade - My Ginecologia</title>
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		<title>Estudo indica que quase 80 milhões de mulheres podem enfrentar infertilidade em 2036</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 10:46:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo, realizado pela Universidade de Hong Kong, concluiu que o número de mulheres dos 35 aos 49 anos a sofrer de infertilidade em todo o mundo vai aumentar quase 50% na próxima década e atingir 79,6 milhões em 2026. Os investigadores analisaram uma base de dados global de saúde que abrange 204 países e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo, realizado pela Universidade de Hong Kong, concluiu que o número de mulheres dos 35 aos 49 anos a sofrer de infertilidade em todo o mundo vai aumentar quase 50% na próxima década e atingir 79,6 milhões em 2026. Os investigadores analisaram uma base de dados global de saúde que abrange 204 países e territórios entre 1990 e 2023, examinando as tendências de longo prazo e utilizando modelos de previsão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Financiado por instituições chinesas e publicado na revista científica The Lancet, este estudo concluiu que a infertilidade está gradualmente a tornar-se um problema maior nas economias mais desenvolvidas. Os investigadores lembraram que cada vez mais mulheres adiam planos para ter filhos, em parte devido às “transições socioeconómicas aceleradas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, o relatório adiantou que a Europa Ocidental, incluindo Portugal, teve uma taxa de prevalência de infertilidade de 2807 casos por 100 mil mulheres em 2023, menos de metade da média global: 6.001 casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A infertilidade em idade materna avançada não é apenas uma questão clínica”, disse Queenie Li Lingjun, professora associada do departamento de obstetrícia e ginecologia da Escola de Medicina Clínica da HKU. “Está intimamente ligada ao bem-estar familiar, à autonomia reprodutiva, ao planeamento da força de trabalho e ao desenvolvimento social a longo prazo”, sublinhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a aceleração do envelhecimento populacional, a infertilidade tornou-se também “um grave problema de Saúde Pública, com implicações económicas significativas para as mulheres, as famílias e os sistemas de saúde”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigadora acrescentou que as conclusões apoiam uma abordagem mais abrangente, incluindo políticas que apoiem melhor as mulheres e as famílias na elaboração de planos e na tomada de decisões informadas.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<title>Tratamentos de fertilidade não comprometem a amamentação</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/tratamentos-de-fertilidade-nao-comprometem-a-amamentacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 10:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 80% das mulheres que engravidam através de técnicas de reprodução assistida manifestam interesse em amamentar os seus bebés e conseguem fazê-lo durante longos períodos, independentemente de terem engravidado com ajuda médica. É o que revela um estudo realizado em Espanha e que ajuda a dissipar um receio frequente entre mulheres submetidas a tratamentos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Mais de 80% das mulheres que engravidam através de técnicas de reprodução assistida manifestam interesse em amamentar os seus bebés e conseguem fazê-lo durante longos períodos, independentemente de terem engravidado com ajuda médica. É o que revela um estudo realizado em Espanha e que ajuda a dissipar um receio frequente entre mulheres submetidas a tratamentos de fertilidade: a ideia de que a reprodução assistida pode dificultar a amamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram precisamente o contrário. O recurso a técnicas como a fertilização <em>in vitro</em> ou a ovodoação não condiciona negativamente o início nem a duração da amamentação. Entre as mulheres analisadas, a duração média da lactação foi de quase 20 meses, sem diferenças significativas entre quem utilizou óvulos próprios e quem recorreu à doação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo acompanhou mulheres que engravidaram através de fertilização <em>in vitro</em> com microinjeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), uma das técnicas mais utilizadas em medicina reprodutiva. A maioria manifestou, ainda durante a gravidez, a intenção de amamentar de forma exclusiva: 86% entre as mulheres que utilizaram os seus próprios óvulos e 81% entre as recetoras de ovodoação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Dra. Marga Esbert, coordenadora de Investigação do Laboratório FIV do IVI Barcelona, os resultados trouxeram uma mensagem tranquilizadora para as mulheres, uma vez que os tratamentos de fertilidade não implicam, por si só, qualquer tipo de limitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas querer amamentar não significa que o processo seja simples. Apesar da elevada motivação, apenas cerca de seis em cada dez mulheres conseguiram manter uma amamentação materna exclusiva logo após o parto. E, entre as que o fizeram, quase 70% enfrentaram complicações nas primeiras semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As dificuldades mais frequentes foram dor, fissuras mamilares e mastite, ou seja, problemas comuns, mas que podem tornar o início da amamentação particularmente exigente, sobretudo depois de uma gravidez muitas vezes vivida com elevada carga emocional. Ainda assim, o estudo mostra que a maioria destas mães manteve a amamentação apesar das dificuldades iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os investigadores, um dos principais problemas continua a ser a falta de informação e acompanhamento especializado. Sete em cada dez mulheres consideraram insuficiente a informação recebida durante a gravidez sobre amamentação e cerca de metade precisou de apoio de profissionais de saúde após o parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A atenção médica tende a concentrar-se na gravidez e no parto, mas a amamentação acaba muitas vezes por ficar num vazio de acompanhamento”, refere a Dra. Vânia Ribeiro, ginecologista e especialista em medicina da reprodução no IVI Lisboa. “É importante preparar melhor estas mulheres durante a gravidez, para que não enfrentem este tipo de dificuldades no pós-parto, uma fase particularmente vulnerável do ponto de vista físico e emocional.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores defendem que um maior apoio pré-natal e pós-parto poderá ajudar mais mulheres a viver a amamentação de forma positiva e mais próxima da experiência que desejavam ter quando iniciaram o percurso da maternidade. </p>
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		<item>
		<title>Grávidas devidamente capacitadas preferem mobilidade e posições verticalizadas durante trabalho de parto</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/gravidas-devidamente-capacitadas-preferem-mobilidade-e-posicoes-verticalizadas-durante-trabalho-de-parto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:21:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trabalho de investigação de Marlene Lopes, da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC), feito ao longo dos últimos quatro anos e que envolveu, numa fase inicial, mais de duas centenas de grávidas, revela que, sempre que devidamente informadas e capacitadas, as mulheres optam por maior mobilidade durante o trabalho de parto, incluindo posições verticalizadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de investigação de <strong>Marlene Lopes</strong>, da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC), feito ao longo dos últimos quatro anos e que envolveu, numa fase inicial, mais de duas centenas de grávidas, revela que, sempre que devidamente informadas e capacitadas, as mulheres optam por maior mobilidade durante o trabalho de parto, incluindo posições verticalizadas (por exemplo, caminhar, permanecer de pé, sentar-se, ajoelhar-se, ou colocar-se de cócoras), em vez de  permanecerem imobilizadas ou limitadas a uma posição. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o resultado de uma avaliação final, no pós-parto, já com um grupo de mulheres mais pequeno (somente 30, com gravidez de baixo risco e sem filhos até então) que participaram, em quatro unidades  de cuidados na comunidade (UCC) do centro do país – Ílhavo, Mealhada, Marinha Grande e Porto de Mós  –, numa intervenção em Enfermagem concebida para as habilitar para a tomada de decisão em matéria de mobilidade durante o processo de dilatação do trabalho de parto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Noventa por cento desta amostra (27 mulheres) &#8220;referiram ter-se mobilizado durante o trabalho de  parto» ao explicar que «a intervenção procurou capacitá-las para compreenderem o valor da mobilidade e das posições verticalizadas, identificarem as suas preferências e decidirem e agirem de acordo com elas durante o seu trabalho de parto&#8221;.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção, integrada nos programas de preparação para o parto daquelas UCC, compreendeu duas sessões sequenciais, de duas horas e trinta minutos cada. Enquanto a primeira, intitulada “Mover-me  durante o trabalho de parto – o meu superpoder!”, se centrou &#8220;na consciência corporal, na experimentação de estratégias de mobilidade e no desenvolvimento da confiança&#8221;, a segunda (“Eu escolho mover-me durante o meu trabalho de parto!”) focou-se &#8220;na tomada de decisão, na clarificação das preferências, na antecipação de possíveis dificuldades, na comunicação com os profissionais de  saúde e no papel da pessoa significativa&#8221;, refere a professora de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, de acordo com os resultados desta avaliação, &#8220;52% [das 27 mulheres] indicaram que a sua mobilidade diminuiu depois da entrada na sala de partos, evidenciando que a concretização das  preferências não depende apenas da preparação da mulher, mas também das condições clínicas, das práticas profissionais e da flexibilidade do contexto hospitalar&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Marlene Lopes, numa avaliação qualitativa através de entrevistas a oito mulheres, &#8220;seis conseguiram manter-se em movimento, de acordo com o que desejavam, e assumir um papel ativo nas decisões&#8221;, o que se manifestou, por exemplo, &#8220;na decisão sobre o momento da transferência para a sala de partos, na negociação do tipo de analgesia e na escolha dos movimentos e posições, incluindo durante o período expulsivo&#8221;. Já &#8220;duas mulheres não conseguiram concretizar plenamente o que tinham  desejado, sobretudo devido à intensidade da dor que sentiram e às limitações associadas ao tipo de  analgesia utilizado&#8221;.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lei reconhece direito à autodeterminação através do plano de parto&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora da ESEUC nota que &#8220;a mulher pode manifestar, nomeadamente através do plano de parto, as suas preferências relativamente à mobilidade e à posição em que deseja&#8221;, que elas &#8220;devem ser discutidas com a equipa clínica e respeitadas sempre que a situação clínica da mulher e do bebé o  permita&#8221;.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais: &#8220;Os profissionais devem prestar informação clara sobre as opções disponíveis, os respetivos benefícios e eventuais limitações clínicas, promovendo uma decisão informada. A legislação portuguesa reconhece o direito à informação, ao consentimento, à autodeterminação e à expressão de preferências através do plano de parto&#8221;, afirma Marlene Lopes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, na prática, &#8220;a possibilidade de concretizar essa preferência ainda pode variar de acordo com a cultura instituída, a organização do serviço, a experiência e a disponibilidade dos profissionais&#8221;, adverte a docente da ESEUC.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora da ESEUC sustenta que &#8220;a mobilidade tem uma dimensão fisiológica, porque pode favorecer a progressão do parto e ajudar a mulher a lidar com a dor, mas tem também uma dimensão experiencial: permite-lhe participar ativamente, responder aos sinais do corpo e preservar uma maior perceção de controlo&#8221;.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A mobilidade durante o trabalho de parto corresponde à possibilidade de a mulher se movimentar e alterar livremente a posição do corpo, de acordo com as suas necessidades, preferências, conforto e situação clínica&#8221;, podendo incluir, ainda, &#8220;inclinar-se para a frente, movimentar a bacia, utilizar uma bola de parto ou simplesmente mudar de posição dentro da própria cama&#8221;, refere Marlene Lopes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mobilidade durante o trabalho de parto: viabilidade de uma intervenção de Enfermagem na capacitação  da mulher para a tomada de decisão” foi o título da tese de doutoramento de Marlene Lopes, defendida recentemente na Universidade Católica Portuguesa, no Porto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira fase desta investigação, participaram 243 mulheres a frequentarem programas de preparação para o parto em dez UCC do centro do país (distritos de Leiria, Coimbra e Aveiro). Aqui, com  a colaboração de 14 enfermeiros especialistas em ESMO, foram reunidos contributos que permitiram identificar as necessidades das mulheres, as estratégias mais adequadas e as condições que poderiam  facilitar ou dificultar a aplicação da intervenção.  </p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: UC</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo relaciona exposição a pesticidas na infância com idade da primeira menstruação</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/estudo-relaciona-exposicao-a-pesticidas-na-infancia-com-idade-da-primeira-menstruacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 10:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo conduzido pela Universidade de Valência identificou uma associação entre a exposição a determinados pesticidas na infância e a idade da primeira menstruação. Os resultados da investigação foram obtidos a partir de um inquérito a 506 raparigas entre os 7 e os 10 anos de idade, de várias províncias espanholas, com seguimento até aos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo conduzido pela Universidade de Valência identificou uma associação entre a exposição a determinados pesticidas na infância e a idade da primeira menstruação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da investigação foram obtidos a partir de um inquérito a 506 raparigas entre os 7 e os 10 anos de idade, de várias províncias espanholas, com seguimento até aos 16 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, liderada pela Universidade de Granada e publicada na revista <em>Environmental Research</em>, indica que alguns fungicidas estão associados à menarca precoce, enquanto outros compostos estão associados ao atraso, noticiou na segunda-feira a agência Efe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especificamente, a exposição a fungicidas da família dos ditiocarbamatos, utilizados para prevenir doenças nas plantações, está ligada à menarca precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, a exposição ao clorpirifós, um inseticida utilizado há anos na agricultura e atualmente proibido na União Europeia, está associada ao atraso da menarca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados sugerem que estes pesticidas, considerados disruptores endócrinos, podem interferir com o sistema hormonal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal via de exposição na população é através da alimentação, especialmente de frutas e legumes cultivados por métodos convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigadora María José López-Espinosa, docente do Departamento de Enfermagem da Universidade de Valência (UV), explicou que este estudo &#8220;é particularmente relevante, pois é um dos primeiros a analisar prospetivamente a relação entre a exposição na infância a pesticidas não persistentes atualmente utilizados e a idade da menarca&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua opinião, identificar os fatores ambientais que podem influenciar o início da menstruação é uma prioridade de saúde pública, dado que a menarca precoce tem sido associada a um maior risco de desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares, bem como de certos tipos de cancros hormono-dependentes na vida adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, realizado nas Astúrias, Gipuzkoa, Sabadell e Valência, insere-se no projeto INMA (Infância e Ambiente), que acompanha crianças há mais de duas décadas para analisar o impacto dos fatores ambientais na sua saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores realçaram ainda a necessidade de mais investigação sobre estes efeitos para melhorar a prevenção e a proteção da saúde pública.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A microbiota materna pode funcionar como biomarcador precoce de risco cardiometabólico nos filhos</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/estudo-indica-que-a-microbiota-materna-pode-funcionar-como-biomarcador-precoce-de-risco-cardiometabolico-nos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:42:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A composição das bactérias que habitam o organismo da mãe pode servir como um indicador pioneiro para prever vulnerabilidades cardiometabólicas nos filhos. Esta perspetiva assume-se ainda como uma oportunidade estratégica para os profissionais de saúde desenharem planos alimentares capazes de gerar benefícios que se estendem por várias gerações. A conclusão provém de um projeto científico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A composição das bactérias que habitam o organismo da mãe pode servir como um indicador pioneiro para prever vulnerabilidades cardiometabólicas nos filhos. Esta perspetiva assume-se ainda como uma oportunidade estratégica para os profissionais de saúde desenharem planos alimentares capazes de gerar benefícios que se estendem por várias gerações. A conclusão provém de um projeto científico interdisciplinar que uniu a Faculdade de Medicina (FMUP), a Faculdade de Medicina Dentária (FMDUP) e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), instituições integradas na Universidade do Porto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora as alterações que a gravidez provoca no aparelho cardiovascular da mulher já estivessem amplamente documentadas, subsistiam dúvidas sobre a forma como o regime alimentar e o microbioma influenciavam esse processo. Para responder a esta lacuna, a equipa recorreu à <em>coorte </em>de nascimento longitudinal PERIMYR/OralBioBorn, recolhendo amostras biológicas de fezes, saliva e sangue das grávidas, além de sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos. O estudo foi complementado com a realização de ecocardiogramas às mães e aos bebés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de investigação estabeleceu fases de controlo: no terceiro trimestre de gestação (entre as 30 e as 35 semanas); três consultas de monitorização após o parto, fixadas ao primeiro, sexto e décimo segundo mês de vida do bebé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a fase do pós-parto, um grupo de participantes foi integrado num programa de reeducação nutricional focado na promoção do padrão alimentar mediterrânico, recebendo manuais e boletins informativos mensais para apoio à confeção e escolhas diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos confirmam uma correlação direta entre os perfis bacterianos presentes na saliva e nas fezes e os indicadores de saúde do músculo cardíaco.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta investigação demonstrou o envolvimento do eixo microbiota oral–intestinal–coração nas adaptações fisiológicas da gravidez e no período pós-parto&#8221;, esclarece Juliana Morais, investigadora da FMUP. A especialista evidencia o papel ativo que determinados grupos de microrganismos exercem nas dinâmicas e mutações que ocorrem ao nível do coração.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A análise aprofundou igualmente os mecanismos de &#8220;programação intergeracional&#8221;, revelando que a transmissão biológica do risco cardiometabólico ocorre por via da passagem de adipocinas e de ácidos gordos de cadeia curta (AGCC) da progenitora para o feto. Os resultados validam que o bem-estar cardiovascular da mãe está intimamente ligado à presença de AGCC (gerados pelas bactérias do intestino) e ao equilíbrio entre a leptina e a adiponectina (hormonas produzidas pela placenta e pelo tecido adiposo, detetadas no cordão umbilical).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Juliana Morais, tanto os ácidos gordos de cadeia curta como as adipocinas avaliadas preenchem os requisitos para se tornarem potenciais biomarcadores de risco no binómio mãe-filho, oferecendo uma nova ferramenta de trabalho a médicos e nutricionistas no acompanhamento preventivo das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigadora enfatiza que o foco clínico na mulher não deve esgotar-se com o nascimento do bebé. O período pós-parto representa uma fase crítica e maleável para compreender e reverter riscos de saúde que, de outra forma, poderiam perpetuar-se na linhagem familiar. Para responder a este desafio, a cientista recomenda abordagens multidimensionais que combinem, em simultâneo, exames cardiovasculares, avaliações nutricionais detalhadas e o mapeamento do microbioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo conta com os contributos científicos de Inês Falcão Pires (FMUP/RISE-Health), Benedita Sampaio-Maia (FMDUP/i3S), Carla Ramalho (FMUP e obstetra na ULS São João) e Conceição Calhau (Universidade Nova de Lisboa). O projeto PERIMYR/OralBioBorn mantém o recrutamento de voluntárias grávidas ativo através dos canais institucionais da faculdade.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: FMUP</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ULS São João: Equipa de Enfermagem arrecada 1.º prémio no CMIN Summit’26</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/uls-sao-joao-equipa-de-enfermagem-arrecada-1-o-premio-no-cmin-summit26/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:36:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de enfermeiras do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João foi distinguida com o primeiro lugar nas Olimpíadas de Enfermagem do CMIN Summit’26. O evento, subordinado ao tema “Da Evidência à Inovação na Saúde Materno-Infantil”, serviu de palco para consagrar o projeto desenvolvido por Ana Rita [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de enfermeiras do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João foi distinguida com o primeiro lugar nas Olimpíadas de Enfermagem do CMIN Summit’26. O evento, subordinado ao tema “Da Evidência à Inovação na Saúde Materno-Infantil”, serviu de palco para consagrar o projeto desenvolvido por Ana Rita Dias, Ana Gonçalves, Diana Mota e Joana Morais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto galardoado debruçou-se sobre a realidade e os obstáculos vividos pelas puérperas cujos filhos necessitam de ficar internados no Serviço de Neonatologia. A investigação colocou um foco particular nas estratégias e desafios associados à manutenção da lactação ao longo de todo o período de hospitalização dos recém-nascidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comissão organizadora justificou a atribuição do prémio máximo destacando três pilares fundamentais no trabalho das enfermeiras da ULS São João: a elevada qualidade científica do projeto submetido; o caráter inovador da abordagem proposta; o claro compromisso com a otimização contínua da assistência prestada ao binómio mãe-filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este reconhecimento vem consolidar a aposta dos profissionais da ULS São João no desenvolvimento de cuidados de saúde altamente especializados, humanizados e sustentados pela evidência científica, promovendo um impacto positivo direto nos indicadores de saúde materna e neonatal.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: ULS de São João</p>
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		<title>Obstipação na mulher: uma condição frequente, multifatorial e frequentemente desvalorizada</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/obstipacao-na-mulher-uma-condicao-frequente-multifatorial-e-frequentemente-desvalorizada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:07:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obstipação crónica continua a ser uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na prática clínica, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e assumindo particular relevância na saúde da mulher. Apesar da elevada prevalência e do impacto significativo no bem-estar físico e emocional, continua a ser uma condição frequentemente subvalorizada, atrasando o diagnóstico, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A obstipação crónica continua a ser uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na prática clínica, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e assumindo particular relevância na saúde da mulher. Apesar da elevada prevalência e do impacto significativo no bem-estar físico e emocional, continua a ser uma condição frequentemente subvalorizada, atrasando o diagnóstico, a abordagem adequada e a melhoria da qualidade de vida das doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres apresentam uma prevalência de obstipação significativamente superior à dos homens, numa proporção aproximada de 3:1<sup>(1)</sup>, realidade influenciada por múltiplos fatores hormonais, fisiológicos e comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo das diferentes fases da vida feminina, incluindo gravidez<sup>(2)</sup>, pós-parto<sup>(3)</sup> e período pós-menopausa<sup>(4)</sup>, esta condição tende a assumir maior expressão clínica, podendo manifestar-se através de dificuldade evacuativa persistente, sensação de evacuação incompleta, distensão abdominal, desconforto gastrointestinal e impacto na rotina diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que, durante a gravidez<sup>(2)</sup>, as alterações hormonais e a diminuição da motilidade intestinal contribuem frequentemente para o aparecimento ou agravamento da obstipação. Também no período pós-parto<sup>(3)</sup>, esta condição continua a ter um impacto relevante, sendo muitas vezes associada a desconforto físico, dor e limitação funcional. Já nas mulheres pós-menopausa, a obstipação continua a ser frequentemente reportada, com impacto relevante no conforto e qualidade de vida<sup>(4)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da sua elevada frequência, muitas mulheres continuam a normalizar os sintomas ou a evitar falar sobre o tema, adiando a procura de aconselhamento junto dos profissionais de saúde. Neste contexto, a sensibilização para a obstipação feminina e para a importância de uma abordagem terapêutica adequada assume um papel particularmente relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recomendações europeias atuais identificam o macrogol como terapêutica de primeira linha para o tratamento da obstipação crónica<sup>(5)</sup>. O macrogol 4000 atua através de um mecanismo osmótico, promovendo a retenção de água no lúmen intestinal, aumentando a hidratação das fezes e facilitando a evacuação sem provocar habituação<sup>(6)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da eficácia terapêutica, fatores como tolerabilidade, palatabilidade, conveniência e adesão ao tratamento assumem hoje uma importância crescente, sobretudo numa condição frequentemente recorrente e de evolução prolongada. Formulações sem eletrólitos<sup>(7,8)</sup> e praticamente isentas de sódio<sup>(6)</sup> podem representar uma opção particularmente relevante em populações específicas, incluindo grávidas, mulheres a amamentar e doentes com necessidade de restrição de sódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste enquadramento, Casenlax® disponibiliza uma abordagem baseada em macrogol 4000, associando eficácia comprovada, elevada tolerabilidade<sup>(7)</sup> e praticidade de utilização. A nova solução oral pronta a tomar<sup>(6)</sup> surge como uma opção adaptada às necessidades do quotidiano, respondendo à crescente procura por soluções simples, convenientes e facilmente integráveis na rotina diária das doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promover maior consciencialização para a obstipação feminina e para o impacto desta condição nas diferentes etapas da vida da mulher continua a ser essencial para uma abordagem mais próxima, informada e centrada na qualidade de vida.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li class="has-small-font-size">SUARES, Nicole C.; FORD, Alexander C. <em>Prevalence of and risk factors for chronic idiopathic constipation in the community: systematic review and meta-analysis</em>. The American Journal of Gastroenterology. 2011;106(9):1582–1591. doi:10.1038/AJG.2011.164.</li>



<li class="has-small-font-size">SALARI, Nader et al. <em>Global prevalence of constipation during pregnancy: a systematic review and meta-analysis</em>. BMC Pregnancy and Childbirth. 2024;24(1):836. doi:10.1186/S12884-024-07057-Y.</li>



<li class="has-small-font-size">KURONEN, M. et al. <em>Pregnancy, puerperium and perinatal constipation &#8211; an observational hybrid survey on pregnant and postpartum women and their age-matched non-pregnant controls</em>. BJOG. 2021;128(6):1057–1064. doi:10.1111/1471-0528.16559.</li>



<li class="has-small-font-size">OLIVEIRA, Simone Caetano Morale de et al. <em>Constipation in postmenopausal women</em>. Revista da Associação Médica Brasileira. 2005;51(6):334–341. doi:10.1590/S0104-42302005000600017.</li>



<li class="has-small-font-size">SERRA, J. et al. <em>European Society of Neurogastroenterology and Motility guidelines on functional constipation in adults</em>. Neurogastroenterology &amp; Motility. 2019;00:e13762.</li>



<li class="has-small-font-size">RCM Casenlax® Solução Oral em Saquetas / RCM Casenlax® Pó para Solução Oral.</li>



<li class="has-small-font-size">WILLIAMSON, K. <em>Macrogol (polyethylene glycol) 4000 without electrolytes in the symptomatic treatment of chronic constipation: a profile of its use</em>. Drugs &amp; Therapy Perspectives. 2018;34:300–310.</li>



<li class="has-small-font-size">KATELARIS, P. et al. <em>Comparison of the effectiveness of polyethylene glycol with and without electrolytes in constipation: a systematic review and network meta-analysis</em>. BMC Gastroenterology. 2016;16:42.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte as IECRCM <a href="https://myginecologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/casenlax_iecrcm_dosagenscompiladas.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">PT-CASLA-0052.26</p>
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		<item>
		<title>Mais de 400 000 mulheres triadas pela Linha SNS Grávida nos últimos dois anos</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/mais-de-400-000-mulheres-triadas-pela-linha-sns-gravida-nos-ultimos-dois-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Linha SNS Grávida triou mais de 400 000 mulheres desde a sua criação, há dois anos, tendo registado um aumento no número de triagens entre junho de 2025 e 1 de junho deste ano, segundo dados oficiais divulgados. A funcionar desde 1 de junho de 2024 a Linha SNS Grávida &#8211; uma extensão da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Linha SNS Grávida triou mais de 400 000 mulheres desde a sua criação, há dois anos, tendo registado um aumento no número de triagens entre junho de 2025 e 1 de junho deste ano, segundo dados oficiais divulgados. A funcionar desde 1 de junho de 2024 a Linha SNS Grávida &#8211; uma extensão da Linha SNS 24 &#8211; realizou, até ao dia em que a linha completou dois anos, 414 058 triagens, como referem os dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado foram realizadas 176 506 triagens e entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho deste ano a linha triou 237 552 mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o contacto com a Linha SNS Grávida, nestes últimos dois anos, quase 300 000 mulheres foram encaminhadas para o Serviço de Urgência, ou seja, a maioria das mulheres foi direcionada para as urgências de Obstetrícia e Ginecologia do Serviço Nacional de Saúde (SNS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de encaminhamentos para o Serviço de Urgência registou um aumento, uma vez que entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho de 2026, 164 256 utentes foram encaminhadas para as urgências, mais 41 911 encaminhamentos do que entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado (122 345). Das 176 506 triagens, entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado, a maioria dos encaminhamentos também foi para as Urgências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os encaminhamentos para os Cuidados de Saúde Primários, também registou uma subida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais encaminharam quase cem mil utentes para os Cuidados de Saúde Primários nos últimos dois anos, sendo que 56 445 utentes foram encaminhadas para este serviço entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho deste ano, mais 21 218 mulheres do que entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado (35 227).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos encaminhamentos para a Consulta Aberta Hospitalar (para utentes presumivelmente não urgentes), verificou-se um aumento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho de 2026 contabilizaram-se 4182 mulheres que foram direcionadas para esta modalidade, enquanto entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado registaram-se 1408 encaminhamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nestes últimos dois anos, 7068 mulheres foram encaminhadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) através da linha, apesar de se registar uma diminuição no número encaminhamentos para o INEM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado 4547 grávidas foram encaminhadas para o INEM e entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho deste ano 2 521 utentes foram direcionadas para este serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de mulheres que receberam indicações dos profissionais de saúde, através da linha, para cuidarem da sua situação em casa [autocuidados] também diminuiu, sendo que entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado foram registados 12 979 atendimentos neste âmbito, enquanto entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho de 2026 foram contabilizadas 10 148 triagens neste sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As grávidas devem ligar para a linha antes de se dirigirem para as urgências de obstetrícia e ginecologia do SNS para serem triadas e reencaminhadas para a resposta mais adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o contacto telefónico, os profissionais de saúde podem encaminhar as grávidas para urgências de Obstetrícia e Ginecologia ou direcionam-nas para outras formas de atendimento, como consultas hospitalares abertas, Cuidados de Saúde Primários ou poderão dar indicações às utentes sobre o que devem fazer nas suas casas, caso seja possível permanecer em autocuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em circunstâncias excecionais, se a utente recusar efetuar o contacto, ou por qualquer outra razão não seja possível o encaminhamento através da Linha SNS 24, deve ser assegurada a sua inscrição na urgência e posterior triagem presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Linha SNS Grávida tem como objetivo fazer a “distinção entre situações urgentes e não urgentes em Obstetrícia e Ginecologia”.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<item>
		<title>SNS Grávida/Ginecologia arranca na ULS de Coimbra</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/sns-gravida-ginecologia-arranca-na-uls-de-coimbra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de dia 1 de junho, a Linha SNS 24 (808 24 24 24) passou a ser o primeiro contacto para o acesso às Urgências de Obstetrícia e Ginecologia das mulheres seguidas na Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra), seja na Maternidade Bissaya Barreto ou na Maternidade Daniel de Matos. “Esta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A partir de dia 1 de junho, a Linha SNS 24 (808 24 24 24) passou a ser o primeiro contacto para o acesso às Urgências de Obstetrícia e Ginecologia das mulheres seguidas na Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra), seja na Maternidade Bissaya Barreto ou na Maternidade Daniel de Matos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta medida tem como objetivo garantir cuidados de saúde seguros, atempados e de qualidade a todas as utentes que recorrem aos serviços hospitalares”, explica Teresa Almeida Santos, diretora do Departamento da Mulher e do Recém-nascido da ULS de Coimbra, acrescentando que “nem todas as situações necessitam de atendimento em serviço de urgência. Através de um contacto telefónico prévio, os profissionais de enfermagem da Linha SNS 24 fazem uma pré-triagem clínica e encaminham cada situação para a resposta mais adequada: autocuidados, Cuidados de Saúde Primários ou, quando necessário, serviços de urgência hospitalar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, recorda a especialista, “perante sinais de alarme, como dor abdominal intensa, hemorragia vaginal ou diminuição dos movimentos do bebé, as grávidas devem procurar ajuda imediata”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recurso à Linha SNS 24 permite orientar de forma mais eficaz a procura de cuidados de saúde, garantindo que cada situação é encaminhada para o local certo, ao mesmo tempo que reduz a pressão dos casos não urgentes nos serviços de urgência, assegurando sempre resposta adequada e em tempo útil às situações verdadeiramente urgentes.</p>
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		<item>
		<title>Infeções sexualmente transmissíveis batem recordes na Europa com falhas na prevenção e custos nos testes</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/infecoes-sexualmente-transmissiveis-batem-recordes-na-europa-com-falhas-na-prevencao-e-custos-nos-testes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:33:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O avanço das infeções sexualmente transmissíveis (IST) na Europa atingiu marcas históricas. De acordo com o mais recente balanço do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), o continente enfrenta um agravamento acentuado nos diagnósticos de gonorreia e sífilis, impulsionado por lacunas na prevenção e no acesso ao rastreio. Os dados estatísticos revelam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O avanço das infeções sexualmente transmissíveis (IST) na Europa atingiu marcas históricas. De acordo com o mais recente balanço do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), o continente enfrenta um agravamento acentuado nos diagnósticos de gonorreia e sífilis, impulsionado por lacunas na prevenção e no acesso ao rastreio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados estatísticos revelam um cenário preocupante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Clamídia:</strong> Mantém-se como a IST mais prevalente na Europa, liderando a tabela com 213 443 infeções reportadas;</li>



<li><strong>Gonorreia:</strong> Registou 106 331 casos, traduzindo-se num disparo gigante quando comparado com os valores de 2015;</li>



<li><strong>Sífilis:</strong> Mais do que duplicou face ao mesmo ano de referência, fixando-se nos 45 577 casos;</li>



<li><strong>Linfogranuloma venéreo:</strong> Manifesta uma &#8220;transmissão contínua&#8221;, somando 3 490 episódios.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O ECDC sublinha que a subida destas patologias bacterianas — que alcançaram os valores mais altos em mais de uma década — acarreta riscos severos a longo prazo. Se não forem devidamente tratadas, estas infeções podem evoluir para infertilidade, dor crónica e, no caso particular da sífilis, comprometer gravemente os sistemas cardiovascular e nervoso.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alerta vermelho para a sífilis congénita</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos indicadores que mais sobressai nos relatórios prende-se com a transmissão da sífilis de grávidas para os fetos. Bruno Ciancio, responsável pela Unidade de Doenças de Transmissão Direta e Preveníveis por Vacinação do ECDC, classificou como &#8220;mais preocupante&#8221; a duplicação praticamente direta da sífilis congénita, que saltou de 78 casos para 140 casos em 14 países analisados. Este aumento de quase 100% expõe os recém-nascidos a sequelas potencialmente definitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenómeno está associado ao crescimento da sífilis na população heterossexual, especialmente em mulheres em idade fértil. Os peritos apontam que esta realidade reflete oportunidades perdidas na Saúde Pública, nomeadamente falhas nos exames pré-natais, ausência de repetição de testes ao longo da gestação e atrasos no tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a transmissão não afeta todos os grupos da mesma forma: a longo prazo, os homens que têm sexo com homens continuam a ser o grupo afetado de forma desproporcional pelas subidas de gonorreia e sífilis.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Barreiras financeiras e estratégias obsoletas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório europeu expõe ainda fragilidades estruturais no combate às IST. Dos 29 países que disponibilizaram dados, 13 continuam a cobrar aos cidadãos a realização de testes laboratoriais básicos. A par disso, o ECDC nota que muitas estratégias nacionais estão desatualizadas e falham por não contabilizarem as alterações de comportamento social que ocorreram no pós-pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este quadro de &#8220;transmissão sustentada&#8221;, as recomendações do organismo europeu são claras: melhorar e acelerar os protocolos de triagem pré-natal para diagnosticar a sífilis precocemente e travar a transmissão fetal; o ECDC lembra que disponibilizou orientações sobre o uso de doxiciclina como profilaxia pós-exposição (doxi-PEP) para travar novos contágios; Bruno Ciancio recorda que a proteção permanece simples através do uso do preservativo com novos ou múltiplos parceiros e da realização de testes perante sintomas como úlceras, corrimento ou dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reverter esta tendência epidemiológica, o ECDC apela às tutelas da Saúde Pública que atualizem as suas estratégias vigentes, facilitem o acesso gratuito aos diagnósticos e otimizem os mecanismos de notificação de parceiros para quebrar as cadeias de transmissão ativa.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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	</channel>
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