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	<title>My Ginecologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Ginecologia</description>
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	<title>My Ginecologia</title>
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		<title>Estudo indica que a microbiota materna pode funcionar como biomarcador precoce de risco cardiometabólico nos filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:42:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A composição das bactérias que habitam o organismo da mãe pode servir como um indicador pioneiro para prever vulnerabilidades cardiometabólicas nos filhos. Esta perspetiva assume-se ainda como uma oportunidade estratégica para os profissionais de saúde desenharem planos alimentares capazes de gerar benefícios que se estendem por várias gerações. A conclusão provém de um projeto científico [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A composição das bactérias que habitam o organismo da mãe pode servir como um indicador pioneiro para prever vulnerabilidades cardiometabólicas nos filhos. Esta perspetiva assume-se ainda como uma oportunidade estratégica para os profissionais de saúde desenharem planos alimentares capazes de gerar benefícios que se estendem por várias gerações. A conclusão provém de um projeto científico interdisciplinar que uniu a Faculdade de Medicina (FMUP), a Faculdade de Medicina Dentária (FMDUP) e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), instituições integradas na Universidade do Porto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora as alterações que a gravidez provoca no aparelho cardiovascular da mulher já estivessem amplamente documentadas, subsistiam dúvidas sobre a forma como o regime alimentar e o microbioma influenciavam esse processo. Para responder a esta lacuna, a equipa recorreu à <em>coorte </em>de nascimento longitudinal PERIMYR/OralBioBorn, recolhendo amostras biológicas de fezes, saliva e sangue das grávidas, além de sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos. O estudo foi complementado com a realização de ecocardiogramas às mães e aos bebés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de investigação estabeleceu fases de controlo: no terceiro trimestre de gestação (entre as 30 e as 35 semanas); três consultas de monitorização após o parto, fixadas ao primeiro, sexto e décimo segundo mês de vida do bebé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a fase do pós-parto, um grupo de participantes foi integrado num programa de reeducação nutricional focado na promoção do padrão alimentar mediterrânico, recebendo manuais e boletins informativos mensais para apoio à confeção e escolhas diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos confirmam uma correlação direta entre os perfis bacterianos presentes na saliva e nas fezes e os indicadores de saúde do músculo cardíaco.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta investigação demonstrou o envolvimento do eixo microbiota oral–intestinal–coração nas adaptações fisiológicas da gravidez e no período pós-parto&#8221;, esclarece Juliana Morais, investigadora da FMUP. A especialista evidencia o papel ativo que determinados grupos de microrganismos exercem nas dinâmicas e mutações que ocorrem ao nível do coração.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A análise aprofundou igualmente os mecanismos de &#8220;programação intergeracional&#8221;, revelando que a transmissão biológica do risco cardiometabólico ocorre por via da passagem de adipocinas e de ácidos gordos de cadeia curta (AGCC) da progenitora para o feto. Os resultados validam que o bem-estar cardiovascular da mãe está intimamente ligado à presença de AGCC (gerados pelas bactérias do intestino) e ao equilíbrio entre a leptina e a adiponectina (hormonas produzidas pela placenta e pelo tecido adiposo, detetadas no cordão umbilical).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Juliana Morais, tanto os ácidos gordos de cadeia curta como as adipocinas avaliadas preenchem os requisitos para se tornarem potenciais biomarcadores de risco no binómio mãe-filho, oferecendo uma nova ferramenta de trabalho a médicos e nutricionistas no acompanhamento preventivo das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigadora enfatiza que o foco clínico na mulher não deve esgotar-se com o nascimento do bebé. O período pós-parto representa uma fase crítica e maleável para compreender e reverter riscos de saúde que, de outra forma, poderiam perpetuar-se na linhagem familiar. Para responder a este desafio, a cientista recomenda abordagens multidimensionais que combinem, em simultâneo, exames cardiovasculares, avaliações nutricionais detalhadas e o mapeamento do microbioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo conta com os contributos científicos de Inês Falcão Pires (FMUP/RISE-Health), Benedita Sampaio-Maia (FMDUP/i3S), Carla Ramalho (FMUP e obstetra na ULS São João) e Conceição Calhau (Universidade Nova de Lisboa). O projeto PERIMYR/OralBioBorn mantém o recrutamento de voluntárias grávidas ativo através dos canais institucionais da faculdade.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: FMUP</p>
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		<title>ULS São João: Equipa de Enfermagem arrecada 1.º prémio no CMIN Summit’26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:36:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de enfermeiras do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João foi distinguida com o primeiro lugar nas Olimpíadas de Enfermagem do CMIN Summit’26. O evento, subordinado ao tema “Da Evidência à Inovação na Saúde Materno-Infantil”, serviu de palco para consagrar o projeto desenvolvido por Ana Rita [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de enfermeiras do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João foi distinguida com o primeiro lugar nas Olimpíadas de Enfermagem do CMIN Summit’26. O evento, subordinado ao tema “Da Evidência à Inovação na Saúde Materno-Infantil”, serviu de palco para consagrar o projeto desenvolvido por Ana Rita Dias, Ana Gonçalves, Diana Mota e Joana Morais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto galardoado debruçou-se sobre a realidade e os obstáculos vividos pelas puérperas cujos filhos necessitam de ficar internados no Serviço de Neonatologia. A investigação colocou um foco particular nas estratégias e desafios associados à manutenção da lactação ao longo de todo o período de hospitalização dos recém-nascidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comissão organizadora justificou a atribuição do prémio máximo destacando três pilares fundamentais no trabalho das enfermeiras da ULS São João: a elevada qualidade científica do projeto submetido; o caráter inovador da abordagem proposta; o claro compromisso com a otimização contínua da assistência prestada ao binómio mãe-filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este reconhecimento vem consolidar a aposta dos profissionais da ULS São João no desenvolvimento de cuidados de saúde altamente especializados, humanizados e sustentados pela evidência científica, promovendo um impacto positivo direto nos indicadores de saúde materna e neonatal.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: ULS de São João</p>
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		<title>Ameaça invisível: estudo alerta para o avanço das resistências antifúngicas e falhas na vigilância nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:25:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As infeções fúngicas continuam a causar cerca de 3,8 milhões de mortes anuais a nível global. Num artigo de opinião assinado pela investigadora Raquel Sabino, do Research Institute for Medicines da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, traça o retrato detalhado desta realidade no nosso país, tendo por base as conclusões do trabalho “Candida and candidiasis in Portugal: [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myginecologia.pt/opiniao/ameaca-invisivel-estudo-alerta-para-o-avanco-das-resistencias-antifungicas-e-falhas-na-vigilancia-nacional/">Ameaça invisível: estudo alerta para o avanço das resistências antifúngicas e falhas na vigilância nacional</a> aparece primeiro em <a href="https://myginecologia.pt">My Ginecologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As infeções fúngicas continuam a causar cerca de 3,8 milhões de mortes anuais a nível global. Num artigo de opinião assinado pela investigadora <strong>Raquel Sabino, </strong>do <em>Research Institute for Medicines</em> da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, traça o retrato detalhado desta realidade no nosso país, tendo por base as conclusões do trabalho “Candida and candidiasis in Portugal: Past situation, current trends and future challenges”. A autora alerta para uma mudança preocupante no perfil epidemiológico nacional: embora a <em>Candida albicans</em> continue a ser o agente mais isolado, assiste-se a uma emergência nítida de espécies não-albicans multirresistentes e com elevada capacidade de contágio hospitalar, como a <em>Candida parapsilosis</em> e a temida <em>Candidozyma auris</em> (ou <em>Candida auris</em>), cujo primeiro caso em Portugal foi isolado em 2023. Cruzando dados recentes de estudos multicêntricos e análises do Instituto Ricardo Jorge (INSA), a especialista expõe as implicações clínicas diretas do consumo desregulado de antifúngicos de venda livre para infeções superficiais (como a candidíase vulvovaginal e onicomicoses) e aponta as principais lacunas do sistema nacional. Em nome do avanço científico e da segurança dos doentes, Raquel Sabino defende a criação urgente de uma rede de notificação obrigatória e de vigilância sistemática, alinhada com as diretrizes globais da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A problemática das infeções fúngicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As infeções fúngicas representam um importante problema de Saúde Pública, embora continuem a ser amplamente subestimadas.&nbsp; Com uma carga global significativa, elevada mortalidade e crescente resistência aos antifúngicos, estas infeções devem ser reconhecidas como uma prioridade, quer a nível nacional quer global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De facto, no seu contexto mais amplo, estima-se em termos globais que cerca de 6,5 milhões de pessoas desenvolvam anualmente infeções desta etiologia, resultando em aproximadamente 3,8 milhões de mortes por ano, das quais cerca de 2,5 milhões são diretamente atribuíveis à infeção fúngica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que existe uma profunda lacuna de dados, resultante da ausência, em muitos países, de diagnóstico eficiente e de sistemas de vigilância, acompanhados pela subnotificação destas infeções. Esta invisibilidade epidemiológica é um dos principais obstáculos à definição de políticas eficazes para mitigação destas infeções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Infeções fúngicas causadas por </strong><strong><em>Candida</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As infeções por <em>Candida</em> são atualmente reconhecidas como uma das principais causas de infeção fúngica em humanos, abrangendo desde formas superficiais até infeções invasivas potencialmente fatais. A candidemia, em particular, constitui uma das infeções nosocomiais mais graves, associada a elevada morbilidade, mortalidade e custos hospitalares significativos.&nbsp;As infeções sistémicas causadas por espécies do género <em>Candida</em> têm aumentado nas últimas décadas, principalmente devido ao aumento da esperança média de vida, a expansão do uso de dispositivos invasivos (utilização de cateteres, ventilação mecânica, alimentação parentérica), a multiplicação de terapias imunossupressoras e o crescimento das populações vulneráveis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se, assim, que cerca de 1,5 milhões de casos de candidemia e candidíase invasiva ocorram anualmente, resultando em aproximadamente 995 mil mortes. A realidade portuguesa reflete estas tendências globais, mas com especificidades que importa analisar criticamente. Estimativas epidemiológicas realizadas em 2017 indicam uma incidência de candidemia de cerca de 2,19 casos por 100 000 habitantes, correspondente a aproximadamente 231 casos anuais. Ainda que estes valores possam parecer relativamente baixos, devem ser interpretados à luz de dois fatores críticos: subnotificação e ausência de sistemas de vigilância sistemáticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da avaliação dos números associados a este microorganismo, a evolução do perfil epidemiológico de <em>Candida</em> é de extrema relevância. Embora <em>Candida albicans</em> continue a ser a espécie mais frequentemente isolada em Portugal, tal como os outros países, tem-se assistido a uma mudança progressiva do domínio de <em>C. albicans</em> para um cenário mais diversificado, com aumento significativo do número de infeções causadas por espécies não-<em>albicans</em>, como <em>Candida parapsilosis</em> e <em>Nakaseomyces glabratus</em> (anteriormente designada <em>Candida glabrata</em>).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>C. parapsilosis, </em>classificada pela OMS como fungo de prioridade elevada, representa atualmente cerca de 20–25% dos isolados em hemoculturas e apresenta uma prevalência particularmente elevada em regiões como o Sul da Europa (incluindo Portugal, Espanha, Grécia, Itália e Turquia), América Latina, partes da Ásia e Médio Oriente. Já <em>N. glabratus</em> é, a seguir a <em>C. albicans</em>, a espécie de <em>Candida</em> mais frequentemente isolada no Norte da Europa e América do Norte. Estas mudanças epidemiológicas têm implicações clínicas diretas. <em>C. parapsilosis</em>, frequentemente associada a infeções relacionadas com dispositivos médicos, apresenta elevada capacidade de formação de biofilmes que favorecem a sua persistência e transmissão hospitalar e começa já a apresentar resistências adquiridas aos antifúngicos, nomeadamente ao fluconazol. Já <em>N. glabratus</em> caracteriza-se por uma menor suscetibilidade intrínseca ao fluconazol. Estas características dificultam as abordagens terapêuticas convencionais em ambos os casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais preocupante ainda é a emergência de espécies multirresistentes, como <em>Candidozyma auris </em>(anteriormente designada por <em>Candida auris</em>). Este microrganismo, já classificado como ameaça global, apresenta frequentemente resistência intrínseca a múltiplas classes de antifúngicos e capacidade de causar surtos hospitalares. Em alguns casos, os isolados mostraram resistência simultânea a fluconazol, anfotericina B e equinocandinas, reduzindo drasticamente as opções terapêuticas. Classificada pela OMS como fungo de prioridade crítica, <em>C. auris</em> apresenta taxas de mortalidade que podem atingir 30–60% em candidemia. Desde a sua identificação, disseminou-se rapidamente, com mais de 84 000 casos reportados em 82 países até 2025. Na Europa, a situação também é preocupante: mais de 4 000 casos foram reportados entre 2013 e 2023. O European Center for Disease Control (ECDC) sublinha que estes números representam apenas uma fração do problema real, dada a ausência de vigilância sistemática em muitos contextos. Em Portugal, foram reportados, até ao momento, quatro casos ao ECDC. A vigilância realizada em unidades de cuidados intensivos (UCI) de dois hospitais portugueses da região de Lisboa e Vale do Tejo entre 2020 e 2022 não detetou a presença de <em>C. auris</em>. Em 2023, foi reportado o primeiro caso de <em>C. auris</em> isolada em Portugal. O doente tinha sido transferido de Angola para uma UCI de um hospital de Lisboa para realização de um transplante hepático, após uma infeção por SARS-CoV-2. Neste caso, não foi possível determinar se <em>C. auris</em> constituía o agente etiológico da infeção ou se correspondia apenas a colonização. No mesmo ano, num hospital de referência do norte de Portugal, foram obtidos oito isolados de <em>C. auris</em> epidemiologicamente relacionados, provenientes de doentes colonizados e infetados, sugerindo um potencial risco para a saúde pública, em consonância com a tendência observada noutros países da União Europeia. Tal como nos restantes países europeus, a deteção e a caracterização de <em>C. auris</em> não é realizada de forma prospetiva na maior parte dos casos, o que contribui para uma subdeteção e subnotificação. Na ausência de um sistema de vigilância implementado, a verdadeira incidência da infeção nos diferentes contextos assistenciais permanece desconhecida. Além disso, os dados nacionais relativos à presença ambiental de <em>C. auris</em> em ambiente hospitalar e noutros são ainda escassos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a candidemia representa a face mais dramática do problema, as infeções superficiais constituem a sua dimensão mais ampla e frequentemente negligenciada. A nível global, estima-se que cerca de 75% das mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase vulvovaginal ao longo da vida, e que 138 milhões sofram de formas recorrentes anualmente. Em Portugal, a candidíase vulvovaginal apresenta prevalências significativas, podendo atingir cerca de 20,5% nas mulheres sintomáticas. Num estudo publicado recentemente pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA), analisaram-se, no período compreendido entre 2019 e 2025, 582 isolados de <em>Candida</em> provenientes de exsudados vaginais.&nbsp; Em 86,9% dos casos foi isolada <em>C. albicans</em>, seguida de <em>C. parapsilosis</em> (4,4%), <em>N. glabratus</em> (3.7%), <em>Clavispora</em> <em>lusitaneae</em> (anteriormente designada por <em>Candida lusitaneae</em>) (1,2%), e <em>Meyerozyma guilliermondii</em> (anteriormente designada por <em>Candida guilliermondii</em>) (0,8%). Relativamente às onicomicoses causadas por <em>Candida</em>, e de acordo com um estudo multicêntrico realizado pela Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, abrangendo o período de 2014 a 2016, dos 2375 agentes fúngicos isolados, 13% eram leveduras, sendo <em>C. albicans</em> e <em>C. parapsilosis</em> as espécies mais frequentemente isoladas, com frequências de 38,5% e 22%, respetivamente. Já no estudo publicado recente pelo INSA, do total de 409 isolados de <em>Candida</em> provenientes de unhas, 59,4% foram identificadas como <em>C. parapsiloisis</em>, 11,0% como <em>C. albicans</em> e 9.9% como <em>M. guilliermondii</em>. Foram ainda isoladas, com menor frequência, outras espécies de <em>Candida</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resistência aos antifúngicos em </strong><strong><em>Candida</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que respeita à problemática das resistências aos antifúngicos, para além do aumento progressivo da prevalência de espécies não-<em>albicans</em> (algumas com suscetibilidade reduzida ou resistências intrínsecas, por vezes a mais de uma classe de antifúngico, como já discutido anteriormente), têm-se também verificado variações geográficas importantes não só na distribuição de algumas espécies, mas também na frequência da resistência aos antifúngicos, como se verifica por exemplo em <em>C. parapsilosis</em>. De facto, desde cerca de 2018, múltiplos estudos internacionais têm descrito surtos hospitalares causados por estirpes de <em>C. parapsilosis </em>resistentes ao fluconazol. Estes surtos estão frequentemente associados à transmissão clonal do agente e persistência prolongada dos doentes em ambientes hospitalares, mesmo sob medidas rigorosas de controlo de infeção. Nos estudos apresentados, a frequência de resistência ao fluconazol é variável, mas atinge valores muito elevados (&gt;60%) em Espanha e na Turquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, embora a frequência de resistência ao fluconazol em <em>C. parapsilosis </em>ainda seja moderada, os dados mais recentes evidenciam uma clara emergência dessa resistência. Um estudo baseado na análise de isolados recolhidos entre 2003–2007 e entre 2017–2024, demonstrou uma mudança temporal marcada pela ausência de resistência nos isolados mais antigos (2003-2007), mas observou-se uma emergência recente de resistência com uma frequência de ~8,5% (2017–2024), estando esta resistência associada à presença de mutações Y132F e R398I no gene ERG11.&nbsp; Foram ainda detetadas alterações adicionais em genes associados a bombas de efluxo (MDR1, CDR1), sugerindo mecanismos combinados de resistência. A resistência ao fluconazol em <em>C. parapsilosis</em> constitui atualmente um desafio emergente de saúde pública, com impacto clínico significativo e limitação das opções terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra preocupação associada à emergência de resistências em <em>Candida</em> prende-se como facto de alguns dos antifúngicos utilizados no tratamento das infeções superficiais por causadas por <em>Candida</em> não requerem prescrição médica, nem avaliação clínica, facilitando o acesso aos mesmos e promovendo a sua utilização autónoma. Consequentemente, a sua utilização potencialmente inadequada pode contribuir para o aumento da pressão seletiva sobre fungos do género <em>Candida</em> e aumento das resistências antifúngicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considerações pessoais e perspetivas futuras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as questões apresentadas até este momento mostram a pertinência da realização de estudos nesta temática. Em Portugal, para além de estudos clínicos, estão a ser desenvolvidas várias linhas de investigação quer em biologia fundamental quer em inovação e investigação aplicada. Estas áreas de desenvolvimento incluem a análise da estrutura dos biofilmes, estudos genómicos, identificação de novos fatores de virulência, mecanismos de patogénese, desenvolvimento e avaliação de compostos com atividade antifúngica e novas estratégias terapêuticas. Este crescente envolvimento da comunidade científica portuguesa reflete a importância de <em>Candida</em> como agente patogénico e o compromisso em reduzir a morbilidade e mortalidade associadas às infeções por este fungo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes avanços, Portugal continua a apresentar limitações na disponibilidade de dados nacionais sobre a incidência das candidíases, a distribuição das espécies e os perfis de resistência antifúngica. A ausência de notificação obrigatória das infeções fúngicas e a falta de estudos de abrangência nacional dificulta uma caracterização epidemiológica detalhada. Adicionalmente a estas necessidades, a implementação de métodos de diagnóstico rápido e identificação molecular, a utilização sistemática de dados locais na decisão terapêutica e a integração de abordagens interdisciplinares no contexto “One Health” são essenciais para mitigar a elevada prevalência destas infeções, especialmente num contexto de mudanças demográficas e das práticas de cuidados de saúde. Estas medidas estão alinhadas com recomendações internacionais e nacionais, nomeadamente as apontadas pelo plano estratégico (<em>Blueprint</em>) da OMS e pela Associação Portuguesa de Micologia Médica, que enfatizam a necessidade de investimento em diagnóstico, investigação e sistemas de vigilância para conter esta ameaça emergente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências bibliográficas</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Denning DW. Global incidence and mortality of severe fungal disease. Lancet Infect Dis. 2024;24:e428–38,http://dx.doi.org/10.1016/S1473-3099(23)00692-8.16&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escribano P, Guinea J. Fluconazole-resistant Candida parapsilosis: anew emerging threat in the fungi arena. Front Fungal Biol. 2022;3,http://dx.doi.org/10.3389/ffunb.2022.1010782, 1010782.17.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">European Centre for Disease Prevention and Control. Survey on the epidemiological situation, laboratory capacity and preparedness for Candidozyma (Candida)auris, 2024. ECDC; 2025.18</p>



<p class="wp-block-paragraph">Henriques J, Mixão V, Cabrita J, Duarte TI, Sequeira T, Cardoso S, et al. Candidaauris in intensive care setting: the first case reported in Portugal. J Fungi (Basel).2023;9:837, <a href="http://dx.doi.org/10.3390/jof9080837.25">http://dx.doi.org/10.3390/jof9080837.25</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Miranda IM, Gonc¸ alves MFM, Pinheiro D, Hilário S, Paiva JA, Guimarães JT, et al. First report of Candida auris candidemia in Portugal: genomic charac-terisation and antifungal resistance-associated genes analysis. J Fungi (Basel).2025;11:716, <a href="http://dx.doi.org/10.3390/jof11100716">http://dx.doi.org/10.3390/jof11100716</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Papuc AM, Veríssimo C, Simões H, Toscano C, Gomes JP, Mixão V,et al. Phenotypic and genomic characterization of azole resistancein Portuguese Candida parapsilosis isolates. Front Fungal Biol. 2025;6,http://dx.doi.org/10.3389/ffunb.2025.1713961, 1713961.34</p>



<p class="wp-block-paragraph">Papuc AM, Pimenta M, Simões H, Verissímo C, Sabino R, Gargaté MJ. Infeções fúngicas: estudo retrospetivo sobre casos de infeções e colonização por leveduras diagnosticados no INSA entre 2019 e 2025. Boletim Observações. Junho 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira MIR [Tese de mestrado] A prevalência de Candida spp no Centro Hospitalarda Cova da Beira; 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rato M, Costin A, Furtado C, Sousa C, Toscano C, Veríssimo C.Epidemiology of superficial fungal infections in Portugal: 3-year review (2014–2016). J Port Soc Dermatol Venereol. 2018;76:269–78,http://dx.doi.org/10.29021/spdv.76.3.910.42</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabino R, Antunes F, Araujo R, Bezerra AR, Brandão J, Carneiro C, et al. Addressing critical fungal pathogens under a One Health perspective: key insights fromthe Portuguese Association of Medical Mycology. Mycopathologia. 2025;190:73,http://dx.doi.org/10.1007/s11046-025-00981-3.44</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabino R, Verissímo C, Brandão J, Martins C, Alves D, Pais C, et al. Serious fungal infections in Portugal. Eur J Clin Microbiol Infect Dis. 2017;36:1345–52,http://dx.doi.org/10.1007/s10096-017-2930-y&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">World Health Organization. WHO fungal priority pathogens list to guide research, development and public health action. Geneva: World Health Organization; 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">World Health Organization. Blueprint for strengthening responses to fungal disease and antifungal resistance: implementation guidance. Geneva: World Health Organization; 2026. ISBN: 978-92-4-012252-9.</p>
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		<title>Obstipação na mulher: uma condição frequente, multifatorial e frequentemente desvalorizada</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/obstipacao-na-mulher-uma-condicao-frequente-multifatorial-e-frequentemente-desvalorizada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:07:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obstipação crónica continua a ser uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na prática clínica, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e assumindo particular relevância na saúde da mulher. Apesar da elevada prevalência e do impacto significativo no bem-estar físico e emocional, continua a ser uma condição frequentemente subvalorizada, atrasando o diagnóstico, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A obstipação crónica continua a ser uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na prática clínica, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e assumindo particular relevância na saúde da mulher. Apesar da elevada prevalência e do impacto significativo no bem-estar físico e emocional, continua a ser uma condição frequentemente subvalorizada, atrasando o diagnóstico, a abordagem adequada e a melhoria da qualidade de vida das doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres apresentam uma prevalência de obstipação significativamente superior à dos homens, numa proporção aproximada de 3:1<sup>(1)</sup>, realidade influenciada por múltiplos fatores hormonais, fisiológicos e comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo das diferentes fases da vida feminina, incluindo gravidez<sup>(2)</sup>, pós-parto<sup>(3)</sup> e período pós-menopausa<sup>(4)</sup>, esta condição tende a assumir maior expressão clínica, podendo manifestar-se através de dificuldade evacuativa persistente, sensação de evacuação incompleta, distensão abdominal, desconforto gastrointestinal e impacto na rotina diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que, durante a gravidez<sup>(2)</sup>, as alterações hormonais e a diminuição da motilidade intestinal contribuem frequentemente para o aparecimento ou agravamento da obstipação. Também no período pós-parto<sup>(3)</sup>, esta condição continua a ter um impacto relevante, sendo muitas vezes associada a desconforto físico, dor e limitação funcional. Já nas mulheres pós-menopausa, a obstipação continua a ser frequentemente reportada, com impacto relevante no conforto e qualidade de vida<sup>(4)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da sua elevada frequência, muitas mulheres continuam a normalizar os sintomas ou a evitar falar sobre o tema, adiando a procura de aconselhamento junto dos profissionais de saúde. Neste contexto, a sensibilização para a obstipação feminina e para a importância de uma abordagem terapêutica adequada assume um papel particularmente relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recomendações europeias atuais identificam o macrogol como terapêutica de primeira linha para o tratamento da obstipação crónica<sup>(5)</sup>. O macrogol 4000 atua através de um mecanismo osmótico, promovendo a retenção de água no lúmen intestinal, aumentando a hidratação das fezes e facilitando a evacuação sem provocar habituação<sup>(6)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da eficácia terapêutica, fatores como tolerabilidade, palatabilidade, conveniência e adesão ao tratamento assumem hoje uma importância crescente, sobretudo numa condição frequentemente recorrente e de evolução prolongada. Formulações sem eletrólitos<sup>(7,8)</sup> e praticamente isentas de sódio<sup>(6)</sup> podem representar uma opção particularmente relevante em populações específicas, incluindo grávidas, mulheres a amamentar e doentes com necessidade de restrição de sódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste enquadramento, Casenlax® disponibiliza uma abordagem baseada em macrogol 4000, associando eficácia comprovada, elevada tolerabilidade<sup>(7)</sup> e praticidade de utilização. A nova solução oral pronta a tomar<sup>(6)</sup> surge como uma opção adaptada às necessidades do quotidiano, respondendo à crescente procura por soluções simples, convenientes e facilmente integráveis na rotina diária das doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promover maior consciencialização para a obstipação feminina e para o impacto desta condição nas diferentes etapas da vida da mulher continua a ser essencial para uma abordagem mais próxima, informada e centrada na qualidade de vida.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li class="has-small-font-size">SUARES, Nicole C.; FORD, Alexander C. <em>Prevalence of and risk factors for chronic idiopathic constipation in the community: systematic review and meta-analysis</em>. The American Journal of Gastroenterology. 2011;106(9):1582–1591. doi:10.1038/AJG.2011.164.</li>



<li class="has-small-font-size">SALARI, Nader et al. <em>Global prevalence of constipation during pregnancy: a systematic review and meta-analysis</em>. BMC Pregnancy and Childbirth. 2024;24(1):836. doi:10.1186/S12884-024-07057-Y.</li>



<li class="has-small-font-size">KURONEN, M. et al. <em>Pregnancy, puerperium and perinatal constipation &#8211; an observational hybrid survey on pregnant and postpartum women and their age-matched non-pregnant controls</em>. BJOG. 2021;128(6):1057–1064. doi:10.1111/1471-0528.16559.</li>



<li class="has-small-font-size">OLIVEIRA, Simone Caetano Morale de et al. <em>Constipation in postmenopausal women</em>. Revista da Associação Médica Brasileira. 2005;51(6):334–341. doi:10.1590/S0104-42302005000600017.</li>



<li class="has-small-font-size">SERRA, J. et al. <em>European Society of Neurogastroenterology and Motility guidelines on functional constipation in adults</em>. Neurogastroenterology &amp; Motility. 2019;00:e13762.</li>



<li class="has-small-font-size">RCM Casenlax® Solução Oral em Saquetas / RCM Casenlax® Pó para Solução Oral.</li>



<li class="has-small-font-size">WILLIAMSON, K. <em>Macrogol (polyethylene glycol) 4000 without electrolytes in the symptomatic treatment of chronic constipation: a profile of its use</em>. Drugs &amp; Therapy Perspectives. 2018;34:300–310.</li>



<li class="has-small-font-size">KATELARIS, P. et al. <em>Comparison of the effectiveness of polyethylene glycol with and without electrolytes in constipation: a systematic review and network meta-analysis</em>. BMC Gastroenterology. 2016;16:42.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte as IECRCM <a href="https://myginecologia.pt/wp-content/uploads/2026/06/casenlax_iecrcm_dosagenscompiladas.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">PT-CASLA-0052.26</p>
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		<title>209.ª Reunião da SPG colocou o futuro da prática clínica no centro do debate</title>
		<link>https://myginecologia.pt/entrevistas/209-a-reuniao-da-spg-colocou-o-futuro-da-pratica-clinica-no-centro-do-debate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 11:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fátima Faustino, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e palestrante da sessão &#8220;A perspetiva do ginecologista em tempo de inteligência artificial&#8221;, descreve a escolha de trazer a inteligência artificial para o centro do debate da 209.ª Reunião da Sociedade como uma necessidade estratégica. Segundo a mesma, a especialidade deve dominar as novas ferramentas para não [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fátima Faustino</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e palestrante da sessão &#8220;A perspetiva do ginecologista em tempo de inteligência artificial&#8221;, descreve a escolha de trazer a inteligência artificial para o centro do debate da 209.ª Reunião da Sociedade como uma necessidade estratégica. Segundo a mesma, a especialidade deve dominar as novas ferramentas para não ser ultrapassada pela evolução tecnológica. A Reunião procurou desmistificar a IA, focando-se na sua aplicação prática, que acaba por permitir ao médico focar-se na sua relação com o doente. Assista ao depoimento. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="FÁTIMA FAUSTINO" src="https://player.vimeo.com/video/1200394369?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para a presidente da Sociedade, a evolução da IA tem tido um crescimento vertiginoso, o que obriga os especialistas a acompanhar de perto esta evolução para não serem ultrapassados. O objetivo central da iniciativa foi desmistificar o tema para o ginecologista, afastando-se de conceitos teóricos complexos para focar na aplicação prática, nos riscos e limites destas ferramentas no quotidiano clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Faustino sublinha que a inteligência artificial deve ser encarada estritamente como um auxílio e nunca como um substituto do especialista. O julgamento e decisão final será sempre da responsabilidade do ginecologista, a quem compete validar e auditar os resultados fornecidos pela tecnologia. A maior vantagem destacada é o tempo que fica liberto para o médico olhar para a doente, recuperando assim a qualidade da relação interpessoal, que são frequentemente comprometidas pela atenção constante aos ecrãs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fazer o balanço da 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Fátima Faustino mostrou-se satisfeita com o sucesso da iniciativa. Com cerca de 350 inscritos e um programa vasto composto por 48 comunicações, entre apresentações orais, vídeos e pósteres, a presidente da Sociedade considera que o objetivo de levar a inteligência artificial ao debate clínico foi alcançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vila Nova de Gaia acolheu a 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia entre 5 e 6 de junho.<br></p>
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		<item>
		<title>A inteligência artificial como parceira estratégica na Ginecologia</title>
		<link>https://myginecologia.pt/entrevistas/a-inteligencia-artificial-como-parceira-estrategica-na-ginecologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 09:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fernanda Geraldes, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, defende a integração da inteligência artificial (IA) na Ginecologia, não como uma mera ferramenta, mas como um parceiro fundamental para o avanço da especialidade. Numa perspetiva otimista, sublinha que esta tecnologia permite diagnósticos mais precoces e precisos, ao mesmo tempo que abre caminho para uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fernanda Geraldes</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, defende a integração da inteligência artificial (IA) na Ginecologia, não como uma mera ferramenta, mas como um parceiro fundamental para o avanço da especialidade. Numa perspetiva otimista, sublinha que esta tecnologia permite diagnósticos mais precoces e precisos, ao mesmo tempo que abre caminho para uma medicina mais humanizada e preventiva. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="FERNANDA GERALDES" src="https://player.vimeo.com/video/1200394371?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A grande força da IA reside na sua capacidade de otimizar a acuidade diagnóstica e aumentar a eficácia dos tratamentos. Fernanda Geraldes destaca que estes modelos auxiliam na identificação de doenças, reduzindo significativamente a margem de erro e o tempo de espera para intervenções adequadas. Este benefício é particularmente evidente em condições complexas como a endometriose, na qual o diagnóstico precoce transforma radicalmente o prognóstico. Além disso, a aplicação da tecnologia em áreas como a cirurgia robótica reforça este ganho de eficiência, que se traduz diretamente num melhor cuidado para o doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais abordados pela ginecologista é o impacto positivo na relação médico-doente. Ao delegar tarefas computacionais e de processamento de dados à inteligência artificial, o médico acaba por ter mais tempo e disponibilidade para o contacto direto com o doente. Isto favorece uma abordagem mais empática e um esclarecimento mais eficaz, fatores essenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a adoção destas tecnologias exige cautela. Fernanda Geraldes afirma que o médico deve manter o controlo e exercer um rigoroso sentido crítico perante as sugestões da IA. Como muitas doentes chegam à consulta com informações erradas da <em>internet</em>, cabe ao ginecologista filtrar esses dados e educar. Assim, é fundamental que os médicos se mantenham atualizados sobre o tema para garantir uma utilização segura e ética da tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia decorreu durante os dias 5 e 6 de junho, em Vila Nova de Gaia.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial na Ginecologia: Uma transformação profunda e acelerada</title>
		<link>https://myginecologia.pt/entrevistas/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 09:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Reis, do Hospital da Luz Lisboa e Torres de Lisboa, moderador da sessão “IA em Ginecologia” na 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, enfatiza que a inteligência artificial (IA) é já uma força transformadora que veio redefinir a prática clínica. Segundo o ginecologista, a velocidade desta evolução é superior ao esperado, exigindo dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>José Reis</strong>, do Hospital da Luz Lisboa e Torres de Lisboa, moderador da sessão “IA em Ginecologia” na 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, enfatiza que a inteligência artificial (IA) é já uma força transformadora que veio redefinir a prática clínica. Segundo o ginecologista, a velocidade desta evolução é superior ao esperado, exigindo dos profissionais de saúde uma adaptação contínua na forma como diagnosticam, tratam e vigiam as suas doentes. Assista ao depoimento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="JOSÉ REIS" src="https://player.vimeo.com/video/1200394372?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha que a entrada da IA na Medicina está a decorrer, sendo já uma realidade nos consultórios. José Reis explica que a classe médica está num processo contínuo de aprendizagem, de forma a perceberem como é que estas novas ferramentas se integram na sua rotina clínica, tirando partido do seu potencial transformador na vigilância e terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O moderador destaca as ferramentas como aplicações de registo clínico, que transcrevem automaticamente as conversas entre o médico e doente, criando registos de alta qualidade, utilizadas em diversos consultórios e hospitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à implementação, o especialista considera que não existem obstáculos estruturais, mas sim a necessidade de definir quadros regulamentares claros, um domínio que a União Europeia tem estado atenta. O debate foca-se, agora, na partilha de responsabilidades entre a tecnologia, que auxilia, e o médico, a quem cabe sempre a decisão clínica final e a garantia da segurança do tratamento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mais de 400 000 mulheres triadas pela Linha SNS Grávida nos últimos dois anos</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/mais-de-400-000-mulheres-triadas-pela-linha-sns-gravida-nos-ultimos-dois-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Linha SNS Grávida triou mais de 400 000 mulheres desde a sua criação, há dois anos, tendo registado um aumento no número de triagens entre junho de 2025 e 1 de junho deste ano, segundo dados oficiais divulgados. A funcionar desde 1 de junho de 2024 a Linha SNS Grávida &#8211; uma extensão da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Linha SNS Grávida triou mais de 400 000 mulheres desde a sua criação, há dois anos, tendo registado um aumento no número de triagens entre junho de 2025 e 1 de junho deste ano, segundo dados oficiais divulgados. A funcionar desde 1 de junho de 2024 a Linha SNS Grávida &#8211; uma extensão da Linha SNS 24 &#8211; realizou, até ao dia em que a linha completou dois anos, 414 058 triagens, como referem os dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado foram realizadas 176 506 triagens e entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho deste ano a linha triou 237 552 mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o contacto com a Linha SNS Grávida, nestes últimos dois anos, quase 300 000 mulheres foram encaminhadas para o Serviço de Urgência, ou seja, a maioria das mulheres foi direcionada para as urgências de Obstetrícia e Ginecologia do Serviço Nacional de Saúde (SNS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de encaminhamentos para o Serviço de Urgência registou um aumento, uma vez que entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho de 2026, 164 256 utentes foram encaminhadas para as urgências, mais 41 911 encaminhamentos do que entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado (122 345). Das 176 506 triagens, entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado, a maioria dos encaminhamentos também foi para as Urgências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os encaminhamentos para os Cuidados de Saúde Primários, também registou uma subida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais encaminharam quase cem mil utentes para os Cuidados de Saúde Primários nos últimos dois anos, sendo que 56 445 utentes foram encaminhadas para este serviço entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho deste ano, mais 21 218 mulheres do que entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado (35 227).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos encaminhamentos para a Consulta Aberta Hospitalar (para utentes presumivelmente não urgentes), verificou-se um aumento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho de 2026 contabilizaram-se 4182 mulheres que foram direcionadas para esta modalidade, enquanto entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado registaram-se 1408 encaminhamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nestes últimos dois anos, 7068 mulheres foram encaminhadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) através da linha, apesar de se registar uma diminuição no número encaminhamentos para o INEM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado 4547 grávidas foram encaminhadas para o INEM e entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho deste ano 2 521 utentes foram direcionadas para este serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de mulheres que receberam indicações dos profissionais de saúde, através da linha, para cuidarem da sua situação em casa [autocuidados] também diminuiu, sendo que entre 1 de junho de 2024 e 1 de junho do ano passado foram registados 12 979 atendimentos neste âmbito, enquanto entre 2 de junho de 2025 e 1 de junho de 2026 foram contabilizadas 10 148 triagens neste sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As grávidas devem ligar para a linha antes de se dirigirem para as urgências de obstetrícia e ginecologia do SNS para serem triadas e reencaminhadas para a resposta mais adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o contacto telefónico, os profissionais de saúde podem encaminhar as grávidas para urgências de Obstetrícia e Ginecologia ou direcionam-nas para outras formas de atendimento, como consultas hospitalares abertas, Cuidados de Saúde Primários ou poderão dar indicações às utentes sobre o que devem fazer nas suas casas, caso seja possível permanecer em autocuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em circunstâncias excecionais, se a utente recusar efetuar o contacto, ou por qualquer outra razão não seja possível o encaminhamento através da Linha SNS 24, deve ser assegurada a sua inscrição na urgência e posterior triagem presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Linha SNS Grávida tem como objetivo fazer a “distinção entre situações urgentes e não urgentes em Obstetrícia e Ginecologia”.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<title>SNS Grávida/Ginecologia arranca na ULS de Coimbra</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/sns-gravida-ginecologia-arranca-na-uls-de-coimbra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de dia 1 de junho, a Linha SNS 24 (808 24 24 24) passou a ser o primeiro contacto para o acesso às Urgências de Obstetrícia e Ginecologia das mulheres seguidas na Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra), seja na Maternidade Bissaya Barreto ou na Maternidade Daniel de Matos. “Esta [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A partir de dia 1 de junho, a Linha SNS 24 (808 24 24 24) passou a ser o primeiro contacto para o acesso às Urgências de Obstetrícia e Ginecologia das mulheres seguidas na Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra), seja na Maternidade Bissaya Barreto ou na Maternidade Daniel de Matos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta medida tem como objetivo garantir cuidados de saúde seguros, atempados e de qualidade a todas as utentes que recorrem aos serviços hospitalares”, explica Teresa Almeida Santos, diretora do Departamento da Mulher e do Recém-nascido da ULS de Coimbra, acrescentando que “nem todas as situações necessitam de atendimento em serviço de urgência. Através de um contacto telefónico prévio, os profissionais de enfermagem da Linha SNS 24 fazem uma pré-triagem clínica e encaminham cada situação para a resposta mais adequada: autocuidados, Cuidados de Saúde Primários ou, quando necessário, serviços de urgência hospitalar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, recorda a especialista, “perante sinais de alarme, como dor abdominal intensa, hemorragia vaginal ou diminuição dos movimentos do bebé, as grávidas devem procurar ajuda imediata”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recurso à Linha SNS 24 permite orientar de forma mais eficaz a procura de cuidados de saúde, garantindo que cada situação é encaminhada para o local certo, ao mesmo tempo que reduz a pressão dos casos não urgentes nos serviços de urgência, assegurando sempre resposta adequada e em tempo útil às situações verdadeiramente urgentes.</p>
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		<title>Infeções sexualmente transmissíveis batem recordes na Europa com falhas na prevenção e custos nos testes</title>
		<link>https://myginecologia.pt/atualidade/infecoes-sexualmente-transmissiveis-batem-recordes-na-europa-com-falhas-na-prevencao-e-custos-nos-testes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:33:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O avanço das infeções sexualmente transmissíveis (IST) na Europa atingiu marcas históricas. De acordo com o mais recente balanço do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), o continente enfrenta um agravamento acentuado nos diagnósticos de gonorreia e sífilis, impulsionado por lacunas na prevenção e no acesso ao rastreio. Os dados estatísticos revelam [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O avanço das infeções sexualmente transmissíveis (IST) na Europa atingiu marcas históricas. De acordo com o mais recente balanço do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), o continente enfrenta um agravamento acentuado nos diagnósticos de gonorreia e sífilis, impulsionado por lacunas na prevenção e no acesso ao rastreio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados estatísticos revelam um cenário preocupante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Clamídia:</strong> Mantém-se como a IST mais prevalente na Europa, liderando a tabela com 213 443 infeções reportadas;</li>



<li><strong>Gonorreia:</strong> Registou 106 331 casos, traduzindo-se num disparo gigante quando comparado com os valores de 2015;</li>



<li><strong>Sífilis:</strong> Mais do que duplicou face ao mesmo ano de referência, fixando-se nos 45 577 casos;</li>



<li><strong>Linfogranuloma venéreo:</strong> Manifesta uma &#8220;transmissão contínua&#8221;, somando 3 490 episódios.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O ECDC sublinha que a subida destas patologias bacterianas — que alcançaram os valores mais altos em mais de uma década — acarreta riscos severos a longo prazo. Se não forem devidamente tratadas, estas infeções podem evoluir para infertilidade, dor crónica e, no caso particular da sífilis, comprometer gravemente os sistemas cardiovascular e nervoso.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alerta vermelho para a sífilis congénita</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos indicadores que mais sobressai nos relatórios prende-se com a transmissão da sífilis de grávidas para os fetos. Bruno Ciancio, responsável pela Unidade de Doenças de Transmissão Direta e Preveníveis por Vacinação do ECDC, classificou como &#8220;mais preocupante&#8221; a duplicação praticamente direta da sífilis congénita, que saltou de 78 casos para 140 casos em 14 países analisados. Este aumento de quase 100% expõe os recém-nascidos a sequelas potencialmente definitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenómeno está associado ao crescimento da sífilis na população heterossexual, especialmente em mulheres em idade fértil. Os peritos apontam que esta realidade reflete oportunidades perdidas na Saúde Pública, nomeadamente falhas nos exames pré-natais, ausência de repetição de testes ao longo da gestação e atrasos no tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a transmissão não afeta todos os grupos da mesma forma: a longo prazo, os homens que têm sexo com homens continuam a ser o grupo afetado de forma desproporcional pelas subidas de gonorreia e sífilis.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Barreiras financeiras e estratégias obsoletas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório europeu expõe ainda fragilidades estruturais no combate às IST. Dos 29 países que disponibilizaram dados, 13 continuam a cobrar aos cidadãos a realização de testes laboratoriais básicos. A par disso, o ECDC nota que muitas estratégias nacionais estão desatualizadas e falham por não contabilizarem as alterações de comportamento social que ocorreram no pós-pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este quadro de &#8220;transmissão sustentada&#8221;, as recomendações do organismo europeu são claras: melhorar e acelerar os protocolos de triagem pré-natal para diagnosticar a sífilis precocemente e travar a transmissão fetal; o ECDC lembra que disponibilizou orientações sobre o uso de doxiciclina como profilaxia pós-exposição (doxi-PEP) para travar novos contágios; Bruno Ciancio recorda que a proteção permanece simples através do uso do preservativo com novos ou múltiplos parceiros e da realização de testes perante sintomas como úlceras, corrimento ou dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reverter esta tendência epidemiológica, o ECDC apela às tutelas da Saúde Pública que atualizem as suas estratégias vigentes, facilitem o acesso gratuito aos diagnósticos e otimizem os mecanismos de notificação de parceiros para quebrar as cadeias de transmissão ativa.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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